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HIS vs PEP: diferenças-chave que todo gestor de saúde deve conhecer
Gestão Clínica

HIS vs PEP: diferenças-chave que todo gestor de saúde deve conhecer

Davix·10 de setembro de 2025·5 min
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No mundo da saúde digital, duas siglas aparecem constantemente nas conversas de diretores de hospitais, gerentes de TI e administradores de clínicas: HIS e PEP (ou EMR/EHR). Embora frequentemente confundidos ou usados como sinônimos, representam conceitos diferentes com alcances distintos. Compreender suas diferenças é fundamental para tomar decisões acertadas de investimento em tecnologia e melhorar a qualidade do atendimento na sua instituição.

O que é um HIS (Sistema de Informação Hospitalar)?

Um HIS (Hospital Information System, ou Sistema de Informação Hospitalar) é uma plataforma integral projetada para gerenciar todas as operações de um centro de saúde. Seu alcance vai muito além do âmbito clínico: abrange processos administrativos, financeiros, logísticos e de suporte.

Um HIS robusto geralmente inclui módulos como:

  • Admissão e cadastro de pacientes — gestão de consultas, filas e internações.
  • Faturamento e contas a receber — geração de cobranças, integração com convênios e gestão de contas.
  • Farmácia e dispensação — controle de estoque de medicamentos, dispensação e rastreabilidade.
  • Laboratório e imagem — solicitações de exames, gestão de resultados e laudos.
  • Recursos humanos e folha de pagamento — administração do pessoal médico, de enfermagem e administrativo.
  • Gestão de leitos e internação — ocupação em tempo real, transferências e altas.
  • Compras e almoxarifado — aquisição de insumos médicos, controle de estoque e logística.
  • Indicadores e relatórios gerenciais — dashboards de produtividade, ocupação e desempenho financeiro.

Em resumo, o HIS é o sistema nervoso central do hospital. Coordena as informações entre departamentos e permite que a instituição funcione de maneira eficiente como um todo.

O que é um PEP/EMR (Prontuário Eletrônico do Paciente)?

Um PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), também conhecido como EMR (Electronic Medical Record) ou EHR (Electronic Health Record), é um sistema focado especificamente na documentação clínica do paciente. Seu propósito principal é digitalizar e organizar todas as informações médicas: antecedentes, diagnósticos, tratamentos, evoluções, prescrições e resultados de exames.

As principais funções de um PEP incluem:

  • Registro do prontuário clínico completo do paciente.
  • Notas de evolução e consulta com modelos personalizáveis por especialidade.
  • Prescrição eletrônica com alertas de interações medicamentosas e alergias.
  • Gestão de pedidos médicos (laboratório, imagem, procedimentos).
  • Visualização de resultados integrados à linha do tempo do paciente.
  • Termos de consentimento informado digitais.
  • Interoperabilidade com padrões como HL7 e FHIR para compartilhamento de informações entre instituições.

É importante notar a diferença sutil entre EMR e EHR: o EMR geralmente se refere ao registro dentro de uma única instituição, enquanto o EHR implica a capacidade de compartilhar essa informação entre múltiplos centros de saúde. Na prática, ambos os termos costumam ser usados de forma intercambiável.

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Diferenças-chave entre HIS e PEP

Para entender melhor a distinção, vejamos uma comparação direta:

| Característica | HIS | PEP/EMR | |---|---|---| | Foco principal | Gestão integral do hospital | Documentação clínica do paciente | | Usuários principais | Administradores, financeiro, logística, TI e clínicos | Médicos, enfermeiros e equipe assistencial | | Alcance | Administrativo, financeiro, logístico e clínico | Exclusivamente clínico | | Módulos típicos | Faturamento, RH, farmácia, compras, leitos | Prontuário, prescrição, pedidos, evoluções | | Objetivo | Eficiência operacional da instituição | Qualidade e continuidade do cuidado clínico | | Dado central | A operação do hospital | O paciente e seu histórico médico |

Quando você precisa de um, do outro ou de ambos?

A resposta depende do tamanho e da complexidade da sua instituição:

  • Apenas PEP: pode ser suficiente para consultórios pequenos ou clínicas ambulatoriais que precisam principalmente digitalizar prontuários e não possuem operações administrativas complexas.
  • Apenas HIS: algumas instituições priorizam a gestão administrativa e financeira, especialmente quando já possuem processos clínicos resolvidos por outro meio. Porém, um HIS sem componente clínico fica incompleto.
  • Ambos (HIS + PEP integrados): é a opção ideal para hospitais, clínicas de médio porte e grandes centros de saúde. A integração permite que as informações fluam sem barreiras entre a área clínica e a administrativa. Por exemplo, quando um médico prescreve um medicamento no PEP, a farmácia do HIS o dispensa automaticamente e o faturamento gera a cobrança correspondente.

Como HIS e PEP se complementam

Mais do que competir, o HIS e o PEP se potencializam mutuamente quando trabalham de forma integrada:

  • Eliminam a dupla digitação: o dado é capturado uma vez e flui para todos os módulos que precisam dele.
  • Melhoram a rastreabilidade: do pedido médico à fatura, tudo fica documentado e auditável.
  • Reduzem erros clínicos: a prescrição eletrônica conectada ao estoque da farmácia garante que se dispense exatamente o que foi indicado.
  • Aceleram o faturamento: os atos médicos registrados no PEP se traduzem automaticamente em cobranças faturáveis, reduzindo perdas de receita.
  • Oferecem visibilidade gerencial: os gestores podem ver indicadores clínicos e financeiros em um único painel, tomando decisões baseadas em dados reais.
  • Facilitam o cumprimento regulatório: contar com um sistema unificado simplifica a geração de relatórios para órgãos reguladores e acreditações de qualidade.

A chave está em que a integração seja nativa, e não uma ponte frágil entre dois sistemas desconectados. Quando o HIS e o PEP compartilham a mesma base de dados e arquitetura, a experiência do usuário é fluida e as informações se mantêm consistentes.

Conclusão

Entender a diferença entre HIS e PEP não é apenas um exercício teórico: é uma decisão estratégica que impacta a eficiência operacional, a qualidade assistencial e a sustentabilidade financeira da sua instituição de saúde. O ideal é contar com uma plataforma que integre ambos os mundos de maneira nativa.

A Davix oferece exatamente isso: uma plataforma digital de saúde que combina as capacidades de um HIS completo com um PEP moderno e centrado no paciente, tudo dentro de um mesmo ecossistema. Da admissão à alta, da prescrição ao faturamento, cada processo está conectado para que sua equipe se concentre no que realmente importa: o cuidado ao paciente.

Revisado por Dr. Carlos Ramírez, Diretor Médico
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